
“Dizem que o amor encontra-se quando menos o procura, vivo com medo, pois tenho essa mania sem noção de sempre amar, em primeiro lugar, amar aos outros e consequentemente decepcionar-se com essa minha mania, que nem sempre era recompensada ou correspondida[…] Sou eu o problema? Me pergunto diversas vezes isso, acabando caindo em um labirinto que prova que todo esse apego e desapego sou eu que causo, meu exagero em amar acaba pouco a pouco com a minha vontade de ser amada, parece que amar já basta, pensar que um alguém tem o amor que eu sempre sonhei me traz paz, mas prefiro além da paz, um pouco mais de amor correspondido, nem que seja, amor próprio[…] Me faz flutuar só em pensar em ter alguém com quem apoiar, me fazer rir e também chorar de tanto rir, fazer loucuras, ser a pequena, sem remorso só amor, só…amor[…] Viver em mundo onde nada faz sentido, é a maior certeza que eu tenho, sem sentido, sem amor, só lamentações e dramas, é cansativo mas é a única coisa que tenho a dizer[…] Passo muito tempo planejando novas futuras lembranças, querendo que toda essa bagunça que há dentro de mim arrume-se antes de me levar a loucura, é muito amor, muito, que transborda mas é desperdiçado pela falta de quem queira recebe-lo, sem cobrar, sem por defeito, sem exigir nada, apenas cuidando feito uma joia rara.Percebo que por mais que a fé seja enorme, nem tudo que era pra ser pela nossa vontade, será pelo nosso bem, mas, dói admitir o fracasso, admitir que o amor me pertencer mas me faz uma enorme falta.Engraçado, sinto falta de algo que nunca senti, que nunca vivi, é como se eu chorasse a morte de algo que nunca nasceu[…] Acabo apelando por amor, pareço uma desordenada, louca, psicótica, que luta com unhas e dentes por um pouco mais de amor, quer dizer, um pouco só de amor, nada mais, só isso bastaria para meu sorriso eternizar-se[…]Então, o amor esta perdido, ou são as pessoas? O amor nos escolhe ou agente que não sabemos escolher direito a quem doa-lo? Questões que só a vida, só os sofrimentos, e principalmente, só os amores são capazes de responder”.
Victória Kodama, v-adiar
